Impressionante. Nao passam dez minutos sem um cortejo, uma procissao, uma marcha, uma manif. Sempre esta acontecendo algo. Ha sempre uma virgem por festejar e petardos para lancar. Ha sempre uma revolucao por continuar (agora sao os estudantes que enchem as ruas por todo o pais, denunciando o sistema de ensino, e falam a linguagem de Zapata, em colectivo). Esta cidade esta viva. E sempre conduzida pela musica - bandas ambulantes atravessam as ruas atras de cabecudos.
Engraxadores de sapatos emprestam o jornal aos clientes na praca central e os vendedores de baloes estao em todo o lado.
Os mercados sao arco-iris. Legumes em piramide, sumos naturais, pinatas e fantasias, queijo aos montes, gafanhotos secos em cestos de palha.
Cada edificio-atrio e uma surpresa - um cafe, uma livraria, uma galeria de arte, uma loja de artesanato (uma perdicao...). Esqueletos saltam das prateleiras ao lado das inumeras virgens e outros icones catolicos deste muito devoto pais. Ha um humor tragico sempre presente.
Ainda ha quem recorra aos telefones publicos - as chamadas passam-se para cabines sem vidros. Sarcasmo.
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