segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O pulque por um canudo
Queria muito ter provado pulque, uma bebida alcoólica célebre no México, mas as pulquerías estão em vias de extinção - e têm o monopólio da coisa (que não se vende em bares nem em garrafeiras). A minha busca teve um final cómico. O sítio indicado no Lonely Planet era a algumas calles do meu hotel, mas numa rua que me parecia um pouco deserta... e escura. Havia um talho aberto, perguntei onde era a pulquería. "Fechou", gritou-me o homem, bata branca manchada de sangue. "Por causa de meninas como você!" Hein? Como eu, como? "Menores!" Tá a brincar?! Eu estou longe de ser menor. "Mas parece!" Tão querido (como achamos estes comentários tão queridos depois dos 30 - na exacta proporção do que os detestávamos aos 20...). Só por isso entabulei conversa. O senhor lá me ensinou da arte do pulque - que se quer bebido logo, como a cerveja, também ele de fermentação, um dia-suave, dois dias-menos, três dias-forte, depois acabou-se. E acabou a perguntar-me em que hotel estava e se queria que ele lá passasse a deixar-me um copinho para provar. Não vale a pena, fica (mais) uma razão para voltar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário