segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Obesos e venti

Digam o que disserem, aqui há mais gente gorda. Aliás, ao que comem por aí podia ser ainda pior. São descomunais... desproporcionais... Hoje conheci uma gaja, que devia ser mais nova do que eu, em cuja perna cabiam dez das minhas... Perdi logo o apetite. E lembrei-me de ter perdido seis quilos da primeira vez que estive nos Estados Unidos e fiquei em casa de uma família americana. Tinha 17 anos e regressei a Portugal com 39 quilos.
Não vai acontecer outra vez, até porque com esta idade e tendo deixado de fumar (parties excluídas) tenho é de ter cautela para não acontecer exactamente o contrário. A Rita, na casa de quem durmo num colchão de insuflar, diz que ganhou logo cinco quilos nos primeiros tempos. Agora que os perdi sem fazer esforço só me faltava ir buscá-los outra vez... Ela diz que acha que é do leite e eu fiquei muito contente por não beber.
Bem, o que é certo é que tudo tem um cheiro que nos activa o palato, mas, ingerida a coisa, a digestão é péssima e a fome aparece pouco tempo depois. Hoje fui à Faculdade de Direito da Howard "historical black college" (leiam A Mancha Humana, de Philip Roth), onde foi inaugurada uma unidade de banco de tempo e, ao fundo, duas mesas tinham pilhas de pizzas e várias garrafas de Coca-Cola e Sprite tamanho gordo para que os alunos presentes se alimentassem antes da sessão. Ughhh... Se comi? Claro... Uma pequenina, porém... E fiquei a arrotar todo o dia...
Nós nem sequer temos os mesmos tamanhos nas nossas prateleiras de supermercado. Aliás, tudo aqui é gigante. Só um exemplo, o café grande do Starbucks é o tamanho médio. Porque ainda há o venti! As cookies têm o dobro do tamanho. Os carros são autênticas banheiras. Têm pinta, mas afastam alguém da minha estatura (a mais com as mudanças automáticas e com os semáforos localizados na esquina do passeio em frente... too much new information...) de arriscar a estrada. O que é pena, porque este país é on the road.

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