terça-feira, 28 de outubro de 2008

W.


Fui aos moves. Preço do bilhete: 10,75 dólares (não nos podemos queixar de tudo, não...). Picocas tamanho small (equivalente a pelo menos um médio nosso...). Não me deitem esse look, ai pipocas, que barulho e tal... Sou pela integração. E a pipoca ajuda-me a passar despercebida, que é como quem diz a parecer american. Os avisos: a banda sonora deste filme está concluída, não lhe acrescente nenhum som da sua autoria (enquanto se ouvem telemóveis, bebés a chorar, pessoas a falar); um filme implica muitos telefonemas, mas basta um para o arruinar.
O filme: W. Sobre George W. Bush. É um Oliver Stone, com tudo o que isso tem de bom e de mau.
De bom: bem filmado, o estudo dos tiques e dos esgares das personagens reais, a exploração da turva relação pai-filho, a ascensão de um zero à esquerda mas um zero à esquerda pragmático e com nome na praça, a inspiração divina, a oração no final de cada encontro do gabinete, a banda sonora
(hilariante a
Robin Hood, Robin Hood,
riding through the glen
Robin Hood, Robin Hood,
with his band of men
Feared by the bad, loved by the good
Robin Hood, Robin Hood, Robin Hood
enquanto Bush atravessa os seus terrenos do Texas com os seus acólitos atrás e decide acabar com Saddam)
De mau: é parcial, mas não como um Michael Moore sabe e pode ser - come on, todos sabemos ao que vamos a priori... Agora querer parecer sério quando já se a tem fisgada... Discurso sobre o Iraque, toda a gente a aplaudir, imagens reais agora, ups, there's McCain! Tão fácil... Não é honesto. É demasiado longo também e a fórmula pessoal parece-me um pouco gasta - mas Stone é um addicted (e o Nixon também demora p'a carago).
Balanço: em grande medida previsível, mas ainda assim a valer a pena ser visto.

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