sexta-feira, 7 de novembro de 2008

The Big City


Nova Iorque é grande - parece e é. Transpira energia, dinâmica, azáfama constante. Está sempre em movimento. Começa-se a andar mais depressa nem que não se queira. As hipóteses de atropelamento por outros seres humanos são muitas. Os encontrões e cotoveladas inevitáveis.
O metro é um labirinto de cores, linhas, direcções. Não cabe um pentelho entre as carruagens e as plataformas (e, muitas vezes, entre a parede e as carruagens), o que o torna claustrofóbico. E há os local e os express - indicações só para entendidos. O engano acontece mais tarde ou mais cedo.
É também a cidade do consumo - deve ser aquela onde mais se gasta e também onde mais lixo se produz, a avaliar pelas ruas cheias de sacos nos passeios à noite. Aqui o consumismo não é um apelo, é um íman. Puxa-nos todo o tempo. É difícil resistir. E, se não se está com ele, está-se contra ele - os muitos sem-abrigo estão lá para nos lembrar disso.
Nova Iorque tem o Central Park - e todas as cidades deviam ter um Central Park tão lindo como este no Outono. Os caminhos estão cobertos de folhas amareladas, acastanhadas, avermelhadas... E, não se deixem iludir pelo senhor que corria só de calção tipo boxeur (portanto, quase nu) que tinha acabado de passar por mim e, dali a cem metros, já tinha dado a volta ao parque e voltado a passar por mim, Central Park é um pulmão a sério (embora o único).
E depois há Greenwhich Village - os bares, os restaurantes (um brasileiro!! carnonga a sério e puré de batata!!), os clubes de jazz (dois velhinhos, Cecil Taylor e Tony Oxley, improvisaram e experimentaram no Village Vanguard - eu continuo mais fã do clássico, mas há que abrir as orelhas). A cidade que nunca dorme. E que acorda cedo. Que vive como se não houvesse amanhã.
Resumindo, New York continua a ser uma perdição - e, para mim, a música do Sinatra na perfeição - e um daqueles sítios onde não sei bem se viveria, mas ao qual gostaria de voltar a voltar.

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