domingo, 23 de novembro de 2008

México!

Eis as minhas primeiras impressoes deste sítio onde nao há til nos teclados...
Gente muy simpática, hospitaleira, que gosta que gostem do seu país.
Gente pequenina - já cheguei a sentir-me mesmo grande (a sério, há gente crescida que parece crianÇa). Gente com feiÇoes indígenas.
As distâncias sao grandes, as estradas cheias de obstáculos. Gente que se atravessa; várias faixas e carros que circulam na direita para virar à esquerda; carrinhas de paradas multiplas (a fazerem-me lembrar os toca-toca na guiné e os chapas em MoÇambique) a fazerem quatro piscas de repente e guinadas para a berma para deixar um passageiro ou apanhar outro; muitos topes - que é como quem diz lombas, mas nao umas quaisquer, mas sim daquelas que lixam mesmo o carro se um gajo estiver distraído; muita polícia escondida debaixo dos viadutos de automáticas em punho a mandar parar carros (o tráfico de droga nao é só em Tijuana); muito aviso na estrada - Si toma, no maneje/ A sua família espera por si.
Andei quase 400 quilómetros estes primeiros três dias, pilotada pelo meu pai, com quem me encontrei aqui (os genes...). De Cancún, onde aterrei e nem cheguei a conhecer, partimos para Playa del Carmen, estância turística cheia de gente que acha que foi ao México mesmo nunca tendo saído do hotel.
Isto é terra dos maias (que já tinham sistemas de armazenar a água da chuva e um calendário estranhamente parecido com o nosso) e, portanto, seguiram-se as ruínas de Cobá - que vimos de bicicleta - e as de Tulum - grande banho de mar na praia de água azul turquesa aos pés do castelo. No dia seguinte, Valladolid e um encontro de terceira idade na praça principal, com senhoras de 70 anos vestidas a rigor (traje típico: blusa branca bordada com flores coloridas a dar pelo joelho e por baixo saia branca rendilhada) a executarem as danças tradicionais sob as arcadas à espanhola, a famosa Chichén Itzá, um nunca mais acabar de pedras históricas e vestígios ancestrais, e ainda um mergulho no cenote ainda com estalactites da aldeia de Dzitnup. Hoje, Uxmal, mais ruínas maias, mas desta vez mais concentradas, de formas diferentes e com os terrenos cobertos de arva verde. Subimos à pirâmide e, depois do pânico das vertigens (genes, de novo...), lá gozámos a vista. Nada à volta, só verde, da cor da humidade tropical.

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