A euforia resumiu-se a esta palavra, com efeito mágico e carregada de expectativa. Ele conseguiu. E eles e elas também, com ele. Ele pode ser a mudança. Mas isso só o futuro - que acontece quando as palavras se transformam em actos - o dirá. Agora o simbolismo de olhar para um Presidente que, aparte tudo o resto, é, efectivamente, um negro - esse ninguém lho tira.
Eis o que ditei para o PUBLICO.PT, por telemóvel, a partir do Grant Park, era já meia-noite.
As ruas de Chicago mostram bem como Barack Obama é o Presidente de todos os americanos. Gente de todas as etnias, de todas as idades, em cadeira de rodas, mas também muitos estrangeiros estão nesse momento a mudar os slogans do candidato democrata para “Yes we did!”, ou “Yes we won!”. Foi impressionante a forma organizada e rápida, com que a população sem-bilhete desmobilizou do Grant Park, tendo agora escoado para a extensíssima Michigan Avenue, concentrando-se entre os milhares de arranha-céus de Chicago. Antes do discurso de Obama, Charles, um afro-americano de 64 anos, dançava aos som das músicas da campanha democrata e, quando questionado sobre se esperava ver isto em vida, encolheu os ombros e disse: “Era inevitável.” A maior ovação da noite deu-se, obviamente, quando Obama apareceu nos ecrãs espalhados pelo parque para fazer o seu discurso de vitória, a que muitas pessoas assistiram com visível emoção. Ovação enorme recebeu também Michelle Obama, a quem Barack tratou por “a próxima primeira dama” da América, e eram muitas as mulheres que elogiavam a roupa por ela escolhida para a noite eleitoral. Com a festa desfeita, vêem-se já nas ruas muitas pessoas com cartazes a perguntar “E agora o quê?”, num sinal das expectativas que o Presidente eleito está a gerar. Mas a euforia ainda domina a multidão que saiu às ruas para comemorar a vitória, e são muitos os que não se coíbem de trocar “free hugs” e pedir “give me five” aos desconhecidos por quem passam.
Eis o que ditei para o PUBLICO.PT, por telemóvel, a partir do Grant Park, era já meia-noite.
As ruas de Chicago mostram bem como Barack Obama é o Presidente de todos os americanos. Gente de todas as etnias, de todas as idades, em cadeira de rodas, mas também muitos estrangeiros estão nesse momento a mudar os slogans do candidato democrata para “Yes we did!”, ou “Yes we won!”. Foi impressionante a forma organizada e rápida, com que a população sem-bilhete desmobilizou do Grant Park, tendo agora escoado para a extensíssima Michigan Avenue, concentrando-se entre os milhares de arranha-céus de Chicago. Antes do discurso de Obama, Charles, um afro-americano de 64 anos, dançava aos som das músicas da campanha democrata e, quando questionado sobre se esperava ver isto em vida, encolheu os ombros e disse: “Era inevitável.” A maior ovação da noite deu-se, obviamente, quando Obama apareceu nos ecrãs espalhados pelo parque para fazer o seu discurso de vitória, a que muitas pessoas assistiram com visível emoção. Ovação enorme recebeu também Michelle Obama, a quem Barack tratou por “a próxima primeira dama” da América, e eram muitas as mulheres que elogiavam a roupa por ela escolhida para a noite eleitoral. Com a festa desfeita, vêem-se já nas ruas muitas pessoas com cartazes a perguntar “E agora o quê?”, num sinal das expectativas que o Presidente eleito está a gerar. Mas a euforia ainda domina a multidão que saiu às ruas para comemorar a vitória, e são muitos os que não se coíbem de trocar “free hugs” e pedir “give me five” aos desconhecidos por quem passam.

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