Michael Moore editou um guia eleitoral para a votação desta terça-feira, que eu estou a devorar. Comprei-o ontem e já vou a meio, com muitas gargalhadas nas esperas do metro pelo meio.
No primeiro capítulo, Mike, o especialista em eleições, responde às perguntas estúpidas de vários eleitores. Com tiradas absolutamente geniais. O patriotismo e tradicional apoio aos militares são um dos tópicos quentes de denúncia moorista. Ironiza Mike que os "400 mil vets que esperam na fila pelos seus subsídios por incapacidade" resultantes da guerra do Iraque sentirão de certeza "algum conforto com o mar de faixas" de "Support Our Troops" nos carros, porque vivemos numa era "em que não é o que se faz que conta, mas os acessórios que se usa".
Mike lembra que aqueles que defendem a América são os pobres entre os mais pobres e, portanto, num país sem Estado social, os "menos saudáveis" e "menos em forma", "que não vêem um médico há anos". Posto isto, eis a primeira medida que, segundo Mike, Obama devia tomar mal chegado à Casa Branca: alistar nas forças armadas só os filhos entre os 18 e os 26 anos das famílias mais ricas do país. "Acham que teríamos invadido um país que não representava qualquer ameaça para nós se os filhos dos ricos tivessem de morrer?" - "Precisamos de começar a convocar pessoas que vão garantir que nunca mais entraremos em guerra."
E com esta derradeira posta de Washington DC vou para Chicago, ver a obamania no seu apogeu e a Casa Branca passar a Preta.

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