Fiz a minha primeira viagem de autocarro pela América no dia a seguir à noite no Grant Park (excelente ideia, Sofia...). Três horas de sono e lá fui eu - oito horas, ir e vir. Madison-Wisconsin. Uma das terras mais liberais do país e um dos epicentros dos protestos anti-Vietname. Mas a minha host, Stephanie, diz que a cidade já foi mais progressista (mas ela votou em Ralph Nader, candidato de esquerda - um daqueles de que nunca ninguém ouve falar porque não entram nas notícias, mas que ficou em terceiro lugar, com um por cento de votos, enquanto todos os outros ficaram a zeros).
Os autocarros são o transporte mais barato e, por isso, são ocupados essencialmente por afro-americanos e latinos - e, claro, backpackers. Fazem várias paragens em terreolas - gostava de ter espreitado Milwaukee só pelo nome - e vão pelas freeways.
No banco ao lado seguia um tipo parecido com o Leonardo DiCaprio, versão mais morena e mais asiática. Lia um livro com o título "Do you speak American?" e eu pensei que não fosse americano. Era de Nova Iorque (ninguém é de Nova Iorque...). Anda a estudar os diferentes sotaques e palavras usadas pelo país fora (soda para uns, pop para outros), enquanto vai a caminho da Guatemala. Ganda freak...
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