Primeira paragem: Sloppy Joe's. O bar é enorme, de madeira, agitado, constante entra-e-sai. Afinal, é de Hemingway que estamos a falar. Venha de lá um Papa Dobles, bacardi light rum, que ele não tinha mau gosto (embora gostasse de bebidas puxaditas... à macho...). Acompanhado por conch fritters, umas bolas tipo filhoses mas rechadas com marisco. Ao som da guitarra tocada por uma versão loira do Howard Stern, que canta Crosby, Stills & Nash. E eu a dar-me conta de que sei aquelas músicas de cor por causa dos CD lá de casa...
Não foi aqui que Hemingway se inspirou para O Velho e o Mar, mas podia ter sido - a descrição do velho Santiago é branca, mas o seu espírito de pesca está também em cada um dos emigrantes vindos das Bahamas que aqui se instalaram e vivem em casinhas brancas com alpendre e cadeira de baloiço, a que os americanos chamam 'shotgun', porque uma bala atravessa facilmente da porta de trás à porta da frente, tal é a exiguidade.
Key West é paradisíaco, água transparente, easy-going, sem pressas, cheia de sentido de humor, Florida and Bahamas style combined. Até os mendigos enfeitam os cães com laçarotes e os táxis não têm outra cor para além do rosa.
É turístico, verdade, ou não tivesse o "Papa" morado cá. Mas é também o ponto mais a sul do continente dos Estados Unidos, com um marco que avisa que faltam apenas "90 miles to Cuba". Key West entrou para os meus come back places.

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