segunda-feira, 3 de novembro de 2008

en route to Chicago

Malas, peso, too much para procurar um transporte público. Táxi! O condutor pertence a uma terceira geração de washingtonians. African-american. Fala com a irmã, que vive em Norfolk. "Pena que Maryland não tenha voto antecipado, se não já tinha votado", queixa-se. But, "he will win overwhelmingly", acredita. Ele, logicamente, é Obama. E se não ganhar? "O melhor é sair do país, do jeito que os republicanos têm posto isto para baixo."
Aeroporto, check-in do it yourself. Um boi (no meu caso, uma vaca) a olhar para um palácio... À frente de cada balcão há uma máquina electrónica e somos nós que temos de fazer tudo, até sair o bilhete impresso. Eu sei que eles ganham mal, mas estão ali a fazer o quê?
Salas de espera, CNN ligada o tempo todo em giant screen. Election, election, election, como a gravidez na adolescência está relacionada com o tempo passado em frente à televisão, como as crianças estão a tomar cada vez mais medicamentos a longo prazo. A saga-campanha de dois anos está quase a acabar e eles já me parecem muito fartos de tudo isto. Stop em Atlanta, Georgia On My Mind a atravessar-me o espírito, arranha-céus ao longe, here we go again. Chicago, já de noite, hora de ponta. Elisabeth, a minha host, não gosta de auto-estradas, ainda bem. Passamos por uma série de bairros difíceis. Chicago tem uma aparência mais pesada, a violência anda pelos cantos das ruas. É muito guetizada também - e o desemprego é muito mais elevado entre os african-americans. Martin Luther King travou grandes batalhas aqui. Pode ser que Obama acabe definitivamente com elas.

Sem comentários: