sábado, 29 de novembro de 2008

San Cristóbal de Las Casas

San Cristóbal de Las Casas é mais pobre do que as outras regioes do México e a isso nao é alheio o facto de os seus habitantes apoiarem o movimento zapatista. Mas é também isso que lhe dá uma certa altivez, própria dos fracos que enfrentam os pobres. Até os passeios estreitos e altos e com degraus (surreais para quem tem uma estatura baixa, davam-me pelo meio da perna, foi fazer ginástica o tempo todo) parecem ter sido concebidos para demonstrar que a vida nao é fácil, mas os obstáculos nao sao intransponíveis.
O TierrAdentro é dos cafés mais fantásticos - e esquerdalhas, pues - onde já estive. Nao é só um café, alberga cooperativas de artesas zapatistas, uma livraria com tudo tudo tudo o que é escritos revolucionário. E um lema magnífico (inscrito, inclusive, nos tabuleiros de papel): "Cuando una mujer avanza, no hay hombre que retroceda." Levo-o em t-shirt, que os zapatistas também tem merchandising.
Mas San Cristóbal é pobre. E por isso dói. Meninos e meninas muito pequeninas vendem animais de barro pintado, eles, e pulseiras coloridas, elas. Aparecem a cada cinco minutos, sempre diferentes, sempre pedindo dinheiro para uma tortilla.

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