sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Zapatistas
Estava mesmo a pedi-las. Como nao ir ver os murais e os pueblos dos apoiantes de Marcos? Hora e meia numa Hyace a rezar pela vida a cada curva e ultrapassagem. Paragem em Oventic. Portao fechado com flores. Dois guardas, um de cada lado. Um homem e uma mulher. Encapuzados, lenco vermelho ao pescoco. Pode dar-me o seu passaporte? Levam-no para a comissao de vigilancia, que me chama depois. Fazem pergntas sobre o meu interesse. Digo a verdade, sou jornalista. Passo para a comissao de explicacao (do interesse, suponho...). Meia hora la fechados dentro com o meu passaporte. Brinco com um deles, ca fora, onde anda o Marcos, que gostava tanto de o conhecer? Daágargalhadas face a provocacao. Sao muito simpaticos e cordiais, mesmo quando me dizem, depois, que posso andarilhar e falar com as pessoas, mas nao tirar fotografias nem filmar. E pedem desculpa por nao me poderem responder a perguntas. As mulheres sao mais faceis de conversar. Os murais sao do melhor (e sim, tirei algumas fotos à socapa). As condicoes nem por isso. É gente pobre, a água vem por puxadas e nao há saneamento básico. Está tudo enlameado e os paramilitares tem aumentado o cerco. Nao tem terras e estao deslocados. Na escola ensinam-se os princípios do Exército Zapatista de Libertacao Nacional e há estrangeiros a aprenderem espanhol ali. "Para todos, todo."
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

1 comentário:
Vai ter um montão de histótias para contar e fotos para mostar quando chegar aqui!! Abraços, Antonio.
Enviar um comentário